As Lágrimas do Dragão
Tradutor Google
terça-feira, 11 de novembro de 2014
Kin no ono – Machado de Ouro (Lendas)
Kin no ono – Machado de Ouro (Lendas)![]()
“Era uma vez um casal de idosos que vivia sozinho numa cabana construída ao pé de uma montanha.
Um dia, o velhinho subiu a encosta em busca de lenha. Mas quando cortava uma árvore, o machado acabou se desprendendo do cabo e caiu no lago que se formava sob uma cachoeira. Ele desceu até a margem, preocupado em recuperar aquela importante ferramenta de trabalho.
Enquanto se debruçava sobre as águas, o velhinho viu uma grande carpa se aproximando, trazendo um machado de ouro na boca. O peixe parou, oferecendo-lhe a peça. Mas o velhinho era honesto demais para aceitar algo que não lhe pertencia.
- Mas meu machado é de ferro!- disse o velhinho.
Ao ouvir isso, a carpa mergulhou novamente, voltando com a peça de ferro, já gasta pelo tempo.
O homem agradeceu e retornou para a casa.
No dia seguinte, ao acordarem, os dois idosos levaram um susto: o machado de ferro havia se transformado em uma peça de ouro maciço. Eles ainda estavam comemorando o acontecimento quando sua vizinha veio bater à porta para pedir emprestado um pouco de lenha. Ao ver a peça de ouro, os olhos da visitante brilharam, cheios de cobiça:
-Onde vocês conseguiram isso? –perguntou.
Então, o velhinho explicou a história. A vizinha correu para casa e contou o episódio para o marido, pedindo-lhe que fosse até a montanha cortar a árvore no mesmo local onde o velho tinha ido. Ele foi e fingiu que estava cortando o tronco de uma árvore.
De repente, deixou cair o machado dentro do lago. Ao chegar à margem, viu a carpa gigante trazendo a ferramenta.
- Mas meu machado é de ouro! – disse ao peixe.
A carpa mergulhou e se aproximou dele com uma peça reluzente na boca. O homem mal conseguia se conter. Ansioso para colocar as mãos no machado de ouro, acabou se precipitando e caiu no lago, morrendo afogado.”
Obs.: Texto original extraído do site: www.pdacinhos.onegaibr.com
Depois desta vida terrena, vários ensinamentos espirituais citam que faremos uma passagem para outro lado, ou estaremos lá no Além. A história nos alerta, que também lá, rege uma simples lei da Criação- aLei da Gravidade.
Aqueles que possuem constituição pura, e procuram se enquadrar harmoniosamente na lei da Criação, serão elevados; ao contrário, os que aspiram pelo impuro, pesado e que visam apenas o terrenal, tendem a afundar.
Escrito por: YoshioNouchi
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sexta-feira, 31 de outubro de 2014
O Falso Monge (Lendas)
O Falso Monge (Lendas)
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“Numa das várias vilas antigas do Japão, morava uma velhinha que havia perdido seu companheiro há pouco tempo, e cada dia que passava a saudade batia mais forte. Quando isso acontecia, ela rezava muito, às vezes quase o dia inteiro.
Um dia, alguém bateu à porta; quando ela atendeu, deparou-se com o suposto monge viajante, que lhe pediu:
- Senhora, estou perdido por esses cantos, será que eu poderia passar a noite aqui?
A velhinha então pensou: “Puxa, se ele é monge, pelo menos poderá rezar direito, assim como manda o budismo”.
Então ela aceitou a proposta, e logo que ele se acomodou, ela lhe serviu várias comidas.
Logo após o homem ter se esbaldado com tanta comida, a velhinha lhe fez um pedido:
-Senhor monge, o senhor poderia rezar pela alma de meu marido que faleceu recentemente?
Depois de ouvir a senhora, ele ficou um pouco perturbado. Na verdade o homem nem monge era, ele vestia trajes de monge e raspava a cabeça apenas para dormir de graça nas casas das pessoas. Assim, o homem pensou:“Como eu vou sair dessa?”. Sem saber direito como proceder.
Ele ficou olhando para toda a casa até que viu um buraco com um pequeno ratinho. Então o homem pensou em falar frases baseando-se nos movimentos do ratinho.
Em pouco tempo estava tudo preparado, e a velhinha sentada no oratório disse em voz alta:
- Meu marido, esse monge que veio aqui hoje, vai rezar por sua alma, graças ao grande Buda!
O monge, que já estava sem jeito, resolveu não recusar a proposta e gaguejando, criou coragem olhando para o ratinho:
- Devagar, devagar ele vem chegando...
Ele falava com tal afirmação que parecia estar rezando de verdade. E como a velhinha estava muito concentrada continuou:
- Devagar e devagar ele está espiando... Devagar e devagar ele parece estar cochichando...
As frases nem de longe pareciam reza, mas a velhinha estava crente na identidade do monge, que percebeu e continuou:
- Devagar e devagar ele vai espiando... E depois cochichando... Agora ele está saindo... Agora saiu...
No dia seguinte a velhinha agradeceu o falsário, que saiu sem falar nada e logo depois de ter andado um pouco, começou a rir por ter pregado mais uma peça. A velhinha, no entanto, começou a rezar da forma que havia aprendido.
Num certo dia, um ladrão entrou na casa da velha senhora e, quando estava entrando para escolher o que roubar, ele ouviu:
- Devagar, devagar ele está chegando...
Por um momento o ladrão ficou assustado. Não havia ninguém naquele cômodo. Como seria possível? Ele então continuou a escolher os objetos:
- Devagar e devagar ele está espiando...
O ladrão, incomodado, falou consigo mesmo:
- Será que a pessoa que mora aqui consegue enxergar no escuro?
De repente, ele ouviu:
- Ele está cochichando...
O ladrão assustado começou a dar meia volta para sair... E de surpresa ouve:
-Devagar ele está saindo...
O ladrão, incomodado, falou consigo mesmo:
A velhinha, no entanto, estava tão entretida pela reza que nem percebeu o barulho na casa.”
Obs.: Texto original extraído do site www.pdacinho.onrgaibr.com
Análise do texto:
Se mantivermos os nossos pensamentos e sentimentos puros, no final o mal vem para o bem.
Escrito por: YoshioNouchi
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O Pilão Mágico
O Pilão Mágico
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“Era uma vez dois irmãos que viviam juntos em um pequeno vilarejo. O irmão mais velho trabalhava duro o tempo todo, porém o mais novo era muito preguiçoso e não procurava nada para fazer. Um dia, o irmão mais velho foi em direção as montanhas em busca de trabalho. Enquanto caminhava, um homem idoso surgiu à frente dele e lhe deu um pilão feito de pedra, do tipo usado para triturar arroz ou moer trigo para fazer farinha.
- Este é um pilão mágico que dará a você qualquer coisa que deseje – contou o homem.
Feliz da vida, o irmão mais velho correu para casa com o pilão, gritando:
- Por favor, me dê arroz. Precisamos de arroz – falando desse modo, ele enfiou o socador no pilão. De uma só vez surgiram muitos e muitos quilos de arroz. Havia tanto arroz que ele distribuiu para todo o vilarejo.
- Isso é maravilhoso! Será de grande ajuda, muito obrigado! – disseram os aldeões, que estavam muito felizes. Todos menos o irmão preguiçoso.
- Eu gostaria de ter esse pilão. Poderia usá-lo muito melhor – resmungou para si mesmo.
Um dia, ele roubou o pilão mágico e fugiu.
- Ninguém conseguirá me alcançar se eu puder chegar até o oceano – pensou, enquanto corria para o mar.
Quando chegou ao mar, o irmão preguiçoso encontrou um pequeno barco a remo. Ele o pegou e remou com toda a força em direção ao alto mar. Logo estava muito distante, bem no meio das ondas grandes.
- Já sei! Gostaria de ter um monte de bolinhos doces e deliciosos – pediu o jovem enquanto batia com o socador dentro do pilão.
- Puxa! Como são bons! E que monte de bolinhos eu consegui!
O irmão preguiçoso comeu todos os bolinhos de arroz. Eram tantos, e tão doces, que ele começou a sentir vontade de comer algo salgado para tirar o sabor doce da boca.
Então, enfiou o socador dentro do pilão novamente e ordenou:
- Desta vez, mê de sal. Quero sal! Quero sal!
E assim o sal saiu aos montes do pilão, muito branquinho e brilhante. E continuou vindo e vindo.
- Já basta! – gritou ele. - Tenho o suficiente. Pare!
Mas o sal continuou vindo e vindo, e o barco começou a afundar.
Quando o irmão afundou com o barco, ele ainda gritava:
- Já basta! Já basta!
Mas o pilão continuou produzindo mais e mais sal, mesmo no fundo do oceano, e continua isso até hoje. É por isso que a água do mar é salgada.”
Obs.: Livro de consulta: As Histórias Preferidas das Crianças Japonesas, Livro 02, 2005, pág. 06, Editora JBC.
Obs.: Livro de consulta: As Histórias Preferidas das Crianças Japonesas, Livro 02, 2005, pág. 06, Editora JBC.
Análise do texto:
Em outras palavras, quem se esforça e procura conhecer a Verdade, irá vivenciar dentro de si, onde todas as dúvidas da Criação passarão a ser esclarecidas, assim, passando a atuar construtivamente.
Recebendo conscientemente, poderá trabalhar distribuindo verdadeiramente aos outros, e no caso da história, a fartura do arroz simboliza a fartura do saber espiritual.
E o irmão mais novo era muito preguiçoso, e não procurava nada para fazer, preferindo ficar no sopé da montanha, que na sua indolência espiritual, não estava disposto a se movimentar, procurando sempre o caminho mais fácil, e se possível, reivindicar as riquezas do Paraíso Espiritual, de uma forma mais cômoda possível.
O mesmo texto nos traz um segundo ensinamento de que não devemos nos apropriar indevidamente de uma mensagem elevada ou uma mensagem do Altíssimo, utilizando apenas para fins impuros e egoístas, ou para atender as nossas fraquezas e a nossa vaidade.
O afundar no mar, significa que ele deixou de existir e atuar conscientemente nesta vida terrena pesada e no mundo mais fino.
Esta história dos dois irmãos é um alerta, no qual o irmão mais novo se julgou pelo seu próprio proceder.Uma advertência, para que nossos nomes não sejam apagados do livro da vida.
O Velho Que Faz Florir as Cerejeiras
O Velho Que Faz Florir as Cerejeiras
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