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terça-feira, 11 de novembro de 2014

As Lágrimas do Dragão


             

           As Lágrimas do Dragão






“Em um lugar muito longe, em um país estranho, vivia um dragão. Sua casa ficava em uma caverna funda, encravada na montanha, de onde seus olhos brilhavam como faróis. Quando algumas pessoas que viviam nas proximidades estavam reunidas à noite ao redor do fogo, alguém costumava falar:

- Que dragão terrível vive perto de nós!

E outra pessoa concordava, dizendo:

- Alguém precisa matá-lo!

Sempre que as crianças ouviam sobre o dragão ficavam apavoradas. Mas havia um garotinho que nunca se amedrontava com essas histórias. Todos os vizinhos diziam:

- Que garotinho engraçado!

Quando se aproximou o aniversário dele, sua mãe lhe perguntou:

- Quem você gostaria de convidar para o seu aniversário?

E o garotinho disse:

- Mãe, eu gostaria de chamar o dragão!

- Você está brincando?- disse sua mãe surpresa.

Ele respondeu muito decidido:

 - Não, estou falando sério: quero convidar o dragão.

Assim, no dia anterior ao seu aniversário o garotinho saiu furtivamente da casa. Ele caminhou, caminhou e caminhou até alcançar a montanha onde vivia o dragão.

- Olá, Senhor Dragão! – o garoto chamou do vale, gritando o mais alto que pôde.

- Qual é o problema? Quem está me chamando? – rugiu o dragão, saindo de sua caverna.

O garotinho disse:

- Amanhã é meu aniversário, e haverá um monte de coisas boas para comer. Por favor, venha à minha festa. Eu percorri todo esse caminho até aqui para lhe convidar.

Primeiro, o dragão não pôde acreditar no que ouvia, e continuou rugindo para o garoto. Mas o menino não estava assustado, e continuou dizendo:

- Por favor, Senhor Dragão, por favor, venha à minha festa!

Finalmente, o dragão entendeu que o garoto estava sendo sincero e realmente queria que ele, um dragão, fosse à sua festa de aniversário. Então, o dragão parou de rugir e começou a chorar.

- Que coisa boa me aconteceu! – gemeu o dragão. – Eu nunca tinha recebido um convite de ninguém antes.

As lágrimas do dragão escorreram e escorreram, até que finalmente formaram um rio. Então, ele disse:

 – Venha, suba em minhas costas, e eu lhe darei uma carona de volta para casa.

O garoto subiu bravamente nas costas do dragão feroz, que seguiu adiante nadando correnteza abaixo do rio formado por suas próprias lágrimas. Mas, à medida em que seguia, seu corpo mudou de forma e tamanho em um passe de mágica. E de repente – quem pode explicar! – o garotinho estava navegando bravamente rio abaixo em direção à sua casa como capitão de um barco-dragão a vapor!”  

OBS.: Livro de Consulta: As Histórias Preferidas das Crianças Japonesas, Livro 02, 2005, pág. 13, Editora JBC. 

Análise do texto:

Esta história, como tantas outras que foram transmitidas para vários povos e para a humanidade, vem nos alertando há algumas centenas de anos para que mantenhamos a espécie do nosso espírito puro e infantil. 
Ela adverte para o perigo de aceitar de uma forma irrefletida, dogmas e ensinamentos rígidos e pré-concebidos, diferentemente quando se procura seguir a voz interior.
Tudo o que é inflexível é como um galho seco, diferente de um galho verde que é flexível; assim é a infantilidade, que contribuiu para romper com o tradicional que imperava no seu meio.
O menino aniversariante simplesmente seguiu a sua intuição, e quando chegou àquela data especial, deixou para trás o seu corpo de matéria grosseira, e a sua alma pura, sendo reconduzido por servos do Altíssimo pelos rios da vida, de volta para casa, à terra natal. Uma história que ficou para a posteridade, que nos conta de uma forma figurada como deve ser o verdadeiro ser humano, uma criança, um eterno aprendiz neste grande lar da Criação.


           


                                                             Escrito Por: Yoshio Nouch
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Kin no ono – Machado de Ouro (Lendas)


                          

 Kin no ono – Machado de Ouro (Lendas)



“Era uma vez um casal de idosos que vivia sozinho numa cabana construída ao pé de uma montanha.

Um dia, o velhinho subiu a encosta em busca de lenha. Mas quando cortava uma árvore, o machado acabou se desprendendo do cabo e caiu no lago que se formava sob uma cachoeira. Ele desceu até a margem, preocupado em recuperar aquela importante ferramenta de trabalho.

Enquanto se debruçava sobre as águas, o velhinho viu uma grande carpa se aproximando, trazendo um machado de ouro na boca. O peixe parou, oferecendo-lhe a peça. Mas o velhinho era honesto demais para aceitar algo que não lhe pertencia.

- Mas meu machado é de ferro!- disse o velhinho.

Ao ouvir isso, a carpa mergulhou novamente, voltando com a peça de ferro, já gasta pelo tempo.

O homem agradeceu e retornou para a casa.

No dia seguinte, ao acordarem, os dois idosos levaram um susto: o machado de ferro havia se transformado em uma peça de ouro maciço. Eles ainda estavam comemorando o acontecimento quando sua vizinha veio bater à porta para pedir emprestado um pouco de lenha. Ao ver a peça de ouro, os olhos da visitante brilharam, cheios de cobiça:

-Onde vocês conseguiram isso? –perguntou.

Então, o velhinho explicou a história. A vizinha correu para casa e contou o episódio para o marido, pedindo-lhe que fosse até a montanha cortar a árvore no mesmo local onde o velho tinha ido. Ele foi e fingiu que estava cortando o tronco de uma árvore.

De repente, deixou cair o machado dentro do lago. Ao chegar à margem, viu a carpa gigante trazendo a ferramenta.

- Mas meu machado é de ouro! – disse ao peixe.

A carpa mergulhou e se aproximou dele com uma peça reluzente na boca. O homem mal conseguia se conter. Ansioso para colocar as mãos no machado de ouro, acabou se precipitando e caiu no lago, morrendo afogado.”  


Obs.: Texto original extraído do site: www.pdacinhos.onegaibr.com

Análise do texto:

Depois desta vida terrena, vários ensinamentos espirituais citam que faremos uma passagem para outro lado, ou estaremos lá no Além. A história nos alerta, que também lá, rege uma simples lei da Criação- aLei da Gravidade.

Aqueles que possuem constituição pura, e procuram se enquadrar harmoniosamente na lei da Criação, serão elevados; ao contrário, os que aspiram pelo impuro, pesado e que visam apenas o terrenal, tendem a afundar.


Escrito por: YoshioNouchi


sexta-feira, 31 de outubro de 2014

O Falso Monge (Lendas)



                              O Falso Monge (Lendas)


“Numa das várias vilas antigas do Japão, morava uma velhinha que havia perdido seu companheiro há pouco tempo, e cada dia que passava a saudade batia mais forte. Quando isso acontecia, ela rezava muito, às vezes quase o dia inteiro.

Um dia, alguém bateu à porta; quando ela atendeu, deparou-se com o suposto monge viajante, que lhe pediu:

- Senhora, estou perdido por esses cantos, será que eu poderia passar a noite aqui?

A velhinha então pensou: “Puxa, se ele é monge, pelo menos poderá rezar direito, assim como manda o budismo”.

Então ela aceitou a proposta, e logo que ele se acomodou, ela lhe serviu várias comidas.

Logo após o homem ter se esbaldado com tanta comida, a velhinha lhe fez um pedido:

-Senhor monge, o senhor poderia rezar pela alma de meu marido que faleceu recentemente?

Depois de ouvir a senhora, ele ficou um pouco perturbado. Na verdade o homem nem monge era, ele vestia trajes de monge e raspava a cabeça apenas para dormir de graça nas casas das pessoas. Assim, o homem pensou:“Como eu vou sair dessa?”. Sem saber direito como proceder. 
Ele ficou olhando para toda a casa até que viu um buraco com um pequeno ratinho. Então o homem pensou em falar frases baseando-se nos movimentos do ratinho.

Em pouco tempo estava tudo preparado, e a velhinha sentada no oratório disse em voz alta:

- Meu marido, esse monge que veio aqui hoje, vai rezar por sua alma, graças ao grande Buda!
O monge, que já estava sem jeito, resolveu não recusar a proposta e gaguejando, criou coragem olhando para o ratinho:

- Devagar, devagar ele vem chegando...

Ele falava com tal afirmação que parecia estar rezando de verdade. E como a velhinha estava muito concentrada continuou:

- Devagar e devagar ele está espiando... Devagar e devagar ele parece estar cochichando...

As frases nem de longe pareciam reza, mas a velhinha estava crente na identidade do monge, que percebeu e continuou:

- Devagar e devagar ele vai espiando... E depois cochichando... Agora ele está saindo... Agora saiu...

No dia seguinte a velhinha agradeceu o falsário, que saiu sem falar nada e logo depois de ter andado um pouco, começou a rir por ter pregado mais uma peça. A velhinha, no entanto, começou a rezar da forma que havia aprendido.

Num certo dia, um ladrão entrou na casa da velha senhora e, quando estava entrando para escolher o que roubar, ele ouviu:

- Devagar, devagar ele está chegando...

Por um momento o ladrão ficou assustado. Não havia ninguém naquele cômodo. Como seria possível? Ele então continuou a escolher os objetos:

- Devagar e devagar ele está espiando...

O ladrão, incomodado, falou consigo mesmo:

- Será que a pessoa que mora aqui consegue enxergar no escuro?

De repente, ele ouviu:

- Ele está cochichando...

O ladrão assustado começou a dar meia volta para sair... E de surpresa ouve:

-Devagar ele está saindo...

O ladrão, incomodado, falou consigo mesmo:


A velhinha, no entanto, estava tão entretida pela reza que nem percebeu o barulho na casa.”  
Obs.: Texto original extraído do site www.pdacinho.onrgaibr.com

Análise do texto:

Se mantivermos os nossos pensamentos e sentimentos puros, no final o mal vem para o bem.



Escrito por: YoshioNouchi

O Pilão Mágico



O Pilão Mágico


“Era uma vez dois irmãos que viviam juntos em um pequeno vilarejo. O irmão mais velho trabalhava duro o tempo todo, porém o mais novo era muito preguiçoso e não procurava nada para fazer. Um dia, o irmão mais velho foi em direção as montanhas em busca de trabalho. Enquanto caminhava, um homem idoso surgiu à frente dele e lhe deu um pilão feito de pedra, do tipo usado para triturar arroz ou moer trigo para fazer farinha.

- Este é um pilão mágico que dará a você qualquer coisa que deseje – contou o homem.

Feliz da vida, o irmão mais velho correu para casa com o pilão, gritando:

- Por favor, me dê arroz. Precisamos de arroz – falando desse modo, ele enfiou o socador no pilão. De uma só vez surgiram muitos e muitos quilos de arroz. Havia tanto arroz que ele distribuiu para todo o vilarejo.

- Isso é maravilhoso! Será de grande ajuda, muito obrigado! – disseram os aldeões, que estavam muito felizes. Todos menos o irmão preguiçoso.

- Eu gostaria de ter esse pilão. Poderia usá-lo muito melhor – resmungou para si mesmo.

Um dia, ele roubou o pilão mágico e fugiu.

- Ninguém conseguirá me alcançar se eu puder chegar até o oceano – pensou, enquanto corria para o mar.

Quando chegou ao mar, o irmão preguiçoso encontrou um pequeno barco a remo. Ele o pegou e remou com toda a força em direção ao alto mar. Logo estava muito distante, bem no meio das ondas grandes.

- Já sei! Gostaria de ter um monte de bolinhos doces e deliciosos – pediu o jovem enquanto batia com o socador dentro do pilão.

- Puxa! Como são bons! E que monte de bolinhos eu consegui!
O irmão preguiçoso comeu todos os bolinhos de arroz. Eram tantos, e tão doces, que ele começou a sentir vontade de comer algo salgado para tirar o sabor doce da boca.

Então, enfiou o socador dentro do pilão novamente e ordenou:

- Desta vez, mê de sal. Quero sal! Quero sal!

E assim o sal saiu aos montes do pilão, muito branquinho e brilhante. E continuou vindo e vindo.

- Já basta! – gritou ele. - Tenho o suficiente. Pare!

Mas o sal continuou vindo e vindo, e o barco começou a afundar.
Quando o irmão afundou com o barco, ele ainda gritava:

- Já basta! Já basta!

Mas o pilão continuou produzindo mais e mais sal, mesmo no fundo do oceano, e continua isso até hoje. É por isso que a água do mar é salgada.” 

Obs.: Livro de consulta: As Histórias Preferidas das Crianças Japonesas, Livro 02, 2005, pág. 06, Editora JBC. 

Análise do texto:

Em outras palavras, quem se esforça e procura conhecer a Verdade, irá vivenciar dentro de si, onde todas as dúvidas da Criação passarão a ser esclarecidas, assim, passando a atuar construtivamente.

Recebendo conscientemente, poderá trabalhar distribuindo verdadeiramente aos outros, e no caso da história, a fartura do arroz simboliza a fartura do saber espiritual.

E o irmão mais novo era muito preguiçoso, e não procurava nada para fazer, preferindo ficar no sopé da montanha, que na sua indolência espiritual, não estava disposto a se movimentar, procurando sempre o caminho mais fácil, e se possível, reivindicar as riquezas do Paraíso Espiritual, de uma forma mais cômoda possível.

O mesmo texto nos traz um segundo ensinamento de que não devemos nos apropriar indevidamente de uma mensagem elevada ou uma mensagem do Altíssimo, utilizando apenas para fins impuros e egoístas, ou para atender as nossas fraquezas e a nossa vaidade.

O afundar no mar, significa que ele deixou de existir e atuar conscientemente nesta vida terrena pesada e no mundo mais fino.

Esta história dos dois irmãos é um alerta, no qual o irmão mais novo se julgou pelo seu próprio proceder.Uma advertência, para que nossos nomes não sejam apagados do livro da vida.



                                               Escrito por: Yoshio Nouchi      

O Velho Que Faz Florir as Cerejeiras



O Velho Que Faz Florir as Cerejeiras


“Era uma vez um velhinho muito bondoso que vivia com a sua esposa em um pequeno vilarejo do Japão. Ao lado de sua casa morava um outro velhinho, muito malvado, e sua mulher. O velhinho bondoso e sua esposa tinham um pequeno cachorro branco chamado Shiro. Eles o amavam muito, e sempre lhe davam coisas deliciosas para comer. Mas o velho malvado detestava cachorros, e toda vez que via Shiro, atirava pedras nele.

 Um dia Shiro latiu ruidosamente no quintal. O velhinho bondoso foi até lá ver qual era o problema. Shiro continuou a latir, e começou a cavar um buraco no chão.

- Oh, você quer que eu lhe ajude a cavar?- perguntou o velhinho. Ele buscou uma enxada e começou a cavar. De repente, sua enxada acertou em algo duro. Ele cavou mais fundo e encontrou um pequeno pote de ouro enterrado! O velhinho bondoso levou o pote para a casa e agradeceu Shiro por tê-lo levado até o ouro.

Porém, o velhinho malvado e sua esposa estavam espionando os vizinhos e viram tudo o que aconteceu. Eles também queriam o ouro, então no dia seguinte o velhinho malvado perguntou se podia levar Shiro emprestado por um instante.

-Ora, claro que pode, se lhe for útil de alguma forma- respondeu o velho bondoso.

O velhinho malvado levou o Shiro até seu terreno e ordenou ao cão:

- Agora encontre o ouro para mim também ou vou lhe dar uma surra. Shiro começou a escavar o chão. O velhinho malvado amarrou o cão em uma árvore e continuou a cavar sozinho. Porém, tudo o que encontrou foi um monte de quinquilharias! Isso deixou-o tão bravo que ele bateu na cabeça de Shiro com a sua pá e o matou.

O velhinho bondoso e a sua esposa ficaram muito tristes com a morte de Shiro. Eles enterraram o cachorro em seu terreno e plantaram um pinheiro sobre a sepultura. Todos os dias, eles iam até o túmulo e regavam o pinheiro com amor.

O pinheiro começou a crescer e em um curto espaço de tempo tornou-se grande. A esposa do velhinho bondoso lhe disse:

-Lembra-se de como Shiro gostava de comer bolo de arroz?

Vamos cortar a árvore e fazer um pilão com o seu tronco. Com o pilão faremos bolos de arroz em memória de Shiro.

Assim, o velhinho bondoso cortou a árvore e fez um pilão.

Ele encheu-o de arroz cozido e começou a esmagá-lo com um socador para fazer os bolos. Mas, toda vez que socava o arroz, ele se transformava em ouro! Assim, o velhinho bondoso e sua esposa ficaram ainda mais ricos.

Mais uma vez o velhinho malvado e sua esposa espionavam através da janela quando o arroz se transformou em ouro, e quiseram ouro também. No dia seguinte, o velhinho malvado perguntou se poderia levar o pilão emprestado:

–Claro, por que não?- disse o velho bondoso.

Então, o velhinho malvado levou o pilão para a sua casa e o encheu de arroz cozido.

-Agora veja- ele disse à esposa. – Quando eu começar a esmagar o arroz, ele se transformará em ouro. Assim que ele começou a esmagar, o arroz se transformou em lixo malcheiroso! Isso deixou o velhinho malvado tão bravo que ele quebrou o pilão e queimou os pedaços em sua lareira.

Quando o velhinho bondoso foi buscar o pilão, encontrou-o transformado em cinzas. Ele ficou muito triste, porque o pilão fazia-o lembrar de Shiro. O velhinho bondoso recolheu um pouco das cinzas e levou-as para casa com ele. Isso aconteceu no meio do inverno, e todas as árvores estavam sem folhas. O velhinho bondoso decidiu espalhar um pouco de cinzas em seu quintal. Ao fazê-lo, as cerejeiras começaram a florescer. Todos vieram ver essa cena misteriosa, e mesmo o lorde que vivia em um castelo próximo ouviu falar do ocorrido.

O lorde tinha uma cerejeira que cuidava com muito carinho. Todo ano, ele mal podia esperara chegada da primavera para ver suas flores belíssimas. Porém, na primavera daquele ano, o lorde descobriu que a árvore estava morta, e ficou muito triste. Ao ouvir falar das cerejeiras do velhinho bondoso, enviou um servo até ele e pediu-lhe para fazer a sua árvore voltar a vida.

O velhinho bondoso levou um pouco das cinzas até a árvore do lorde. Então, subiu na árvore, atirou as cinzas sobre os galhos secos e, em um piscar de olhos, a árvore inteira estava coberta com as mais belas flores de cerejeira jamais vistas.

O lorde ficou muito satisfeito e deu aos velhinhos um título novo: ‘Senhor Velho Que Faz Florir as Cerejeiras’.

O Senhor Velho Que Faz Florir as Cerejeiras e sua esposa tornaram-se muito ricos e viveram felizes por muitos anos.” 

Obs.: Livro de consulta: As Histórias Preferidas das Crianças Japonesas, livro 01,2005, pag. 77, Editora JBC.

Análise do texto:

Resumindo, não importa quanto venham a nos prejudicar, mas se sempre nos mantivermos bondosos e gentis com todos, e se procedermos com amor nas atividades do dia a dia, estaremos embelezando primeiramente o jardim mais próximo de nós, lá no mundo mais fino, a tal ponto que seremos convidados a embelezar outros jardins, muitos mais extensos e elevados, na morada dos espíritos puros, recebendo ricos tesouros espirituais como recompensa de uma longa jornada.




  Escrito por: YoshioNouchi